Pra unir duas vontades: a de não deixar o blog parado e a de compartilhar esse texto que achei aqui, bem velho, vou publicá-lo hoje. Já devo ter postado esse antes, mas não importa. [PS. Não, não postei. Acabei de reler os arquivos do blog e percebi que não tem esse.] Quem não gosta de poesia e frescuras desse tipo pode parar de ler aqui mesmo. Quem gosta, go on.

Escrevi isso há anos. Ainda hoje esse texto anda cheio dos significados que ele tinha pra mim quando foi escrito, e é por isso que eu gosto tanto dele. Apear disso, faz MUITO tempo que eu já não escrevo nada próximo disso. O título original é Sonho Magnífico, mas eu nem gosto tanto desse nome.

‘Ah, folha branca, eu queria ver em ti uma bela poesia, escrita à maneira dos poetas antigos e que hoje não se sabe mais escrever. Queria que você fizesse parte de um pesado livro, com uma história que se houvesse tornado eterna por sua própria magnitude e que meu nome estivesse escrito nela. queria ver nos céus a mesma lua bonita que vi há tempos, nas terras onde morei e cujo caminho não consigo me recordar. Queria ser dono de uma larga e intensa felicidade azul em meus olho. Queria ser um pouco masi completo, ter um pouco menos de medo. Ser bem mais… ser tão menos…

Ah, folha branca, eu queria fazer de ti minha grande realização, a fase final de meu maior sonho. Diga=me que sonho é este e onde ele dorme. Queria ter um grande sorvete, com o sabor das frutas da Terra do Verão, onde estarei depois de passar tanto tempo aqui. Queria ter um par de asas brancas e imaculadas como o que dei aos meus filhos. Queria ser um cavalo castanho, livre e despreocupado, com o cheiro da relva ao meu redor e a umidade recente de um rio em minhas costas. Queria ter de novo as luzes de um semideus e a perfeição de uma ave colorida. E sinto saudades do meu chapéu vermelho.

Mas, graças a você, Folha Branca, ainda sou poeta. E isso é muito mais do que eu jamais pude desejar.’

[por Pedro Nogueira, original em algum lugar de 2005 ou 2007, talvez]

Ontem eu estive no protesto contra José Sarney na Praça Sete/Da Liberdade. Cmparado às minhas expectativas, como vocês já devem saber, foi um sucesso. Nacionalmente, a coisa realmente foi uma boa movimentação, excelente pro padrão de pasmaceira popular que nós temos no país. Tivemos uma movimentação muito boa em São Paulo, Rio e Brasília. Fiquei também muito satisfeito com a ação aqui em BH. Éramos umas 40 pessoas na rua, acho, mas foi muito organizado e deu pra chamar a atenção razoavelmente. Fotos e vídeos:

No pirulito

No pirulito

Isso foi quando a galera subiu no Pirulito. Pros Firangos não-mineiros, é um obelisco que fica no cruzamento das avenidas mais importantes do centro de BH, na chamada Praça Sete. A manifestação começou do lado da banca de revistas que tem lá, depois o pessoal atravessou a rua e subiu no pirulito. Esse pessoal inclui…

No pirulito 2

No pirulito 2

Eu =D. Essa foto tirei de lá de cima, atrás da galera. Foi bem legal porque muitos carros passavam e buzinavam quando viam a gente lá em cima. Depois da manifestação um tempão lá, nós subimos até a praça da Liberdade. Lá, tivemos a oportunidade de conversar um pouquinho. Algumas caras bastante conhecidas lá, principalemte o pessoal do DCE UFMG. Eles foram bem mais razoáveis do que o normal lá da Universidade, e o pessoal até conseguiu podar um início de tentativa de aliciamento por parte deles. Tinha genet de vários naipes do movimento estudantil. A discussão foi sóbria e op pessoal chamou uma próxima reuniãoo sábado que vem, lá na praça, além de termos trocado contatos e tal. Vamos ver no que vai dar isso.

Teho bastante coisa pra blogar. Próximo post: como Marina Silva bagunça a corrida presidencial de 2010 e a cabeça de Pedro Nogueira.

Abaixo, dois vídeos de ontem. Tem uns que eu fiz, mas tão na câmera da Polly, então só depois de segunda =D

E sim, esse piradasso com um tambor sou eu. Estou em perigo ideológico.

[brincando, lógico =D]

Estou feliz, vcs devem ter percebido, a coisa foi bem melhor do qu eeu imaginava, tava muito apreensivo quanto a isso.

Amanhã, às 14h, eu estarei na Praça Sete, mesmo que seja só eu, ou eu e o Lando. Mesmo que seja muito pouco ou mesmo que não valha nada, eu não posso dormir todo dia pensando que eu não fiz esforço nenhum pra ver o que eu quero acontecer no meu país. mesmo que seja uma bobagem revolucionária.

Mas eu me importo, vocês sabem. Mesmo que a política do país seja algo distante e mesmo que, no fim das contas, eu não tenha pouco ou nenhum poder pra mudar. Eu me importo, eu estou de olho e eu quero mudança.

Eu vou pegar um ônibus até a Praça Sete, mesmo que sozinho, pra chegar lá e me frustrar por não ter ninguém e ser só uma couchrevolution. Eu vou fazer isso pra legitimar a mim mesmo quando eu abrir de novo a minha boca pra falar mal da política, pra cobrar dos meus senadores por email. E em honra ao amigo que foi preso fazendo bem mais do que eu jamais imaginei fazer.

Amanhã eu vou sair de casa pra mostrar que eu não aceito amis o Senador José Sarney como Presidente do Senado do Meu país. Não me importa se ele tem décadas de biografia a serem respeitadas, o meu Brasil tem centenas de anos de karma político a ser resgatado. Esse parlamentar não é mais importante que a História do Brasil. E, ainda que ele esteja convencido a não sair, não importa. Queremos que ele saiba que não é bem vindo e que não tem mais a legitimidade do povo brasileiro. Fora, Sarney!

Hoje fui cobrir um dos assuntos que eu acho mais interessantes e até comoventes. A Comissão da Anistia, parte do Ministério da Justiça que julga os pedidos de anistia política, veio hoje a Belo Horizonte julgar dez processos. Eles viajam e tal, julgam alguns processos nas cidades dos requerentes. É um negócio muito legal.

Por muito tempo eu não entendi direito o que era de fato a tal anistia, que eu sempre tinha ouvido falar, e só fui entender quando fiz minha primeira matéria sobre isso. Não é o Estado perdoando um criminoso. É o Estado brasileiro pedindo perdão a um de seus cidadãos pelas perseguições e crimes que o próprio estado cometeu contra aquela pessoa, reconhecendo a legitimidade das lutas pela democracia e até promovendo reparações econômicas, quando for o caso.

Hoje cobri só um pedaço do julgamento, que começou às duas da tarde e deve ter terminado só agora há pouco. É emocionante ouvir os requerentes explicando os motivos do pedido e ver o momento solene em que todos os conselheiros se levantam e falam “em nome do Estado Brasileiro, nós pedimos desculpas blablabla”, eu sou sensível a momentos cerimoniais, vocês sabem, por mais que eles sejam pequenos. Mas a anistia nem é uma coisa pequena, não mesmo. Tem um valor moral muito grnde pra quem recebe, e até mesmo pro País, que tem essa oportunidade de se redimir, se é que existe redenção nesses casos.

Ainda assim, não dá pra encarar o processo de anistia como uma coisa perfeita. Um dos meus entrevistados explicou que isso é só uma fase do processo. Que ainda tem muito trabalho a fazer no sentido de abrir os arquivos da ditadura e identificar os torturadores, por exemplo. A questão dos torturadores é um ponto complicadíssimo da discussão, nem me sinto à vontade pra dar pitaco sobre isso porque não conheço muito bem os dois lados do debate, enfim. Um dos Conselheiros, que são os caras que julgam os processos, disse no intervalo de uma das sessões que a lei da anistia ainda é muito incompleta e, por mais que eles mesmos, conselheiros, tenham muita autonomia pra decidir sobre diversos aspectos, eles ainda são bastante limitados em pontos muito importantes, que causam distorções muito graves em um caso ou outro.

Tá vendo, trabalhar como jornalista tem seus momentos de aprendizado… eu acho que é o mais gratificante de tudo. Afinal, é um dos motivos pelso quais escolhi esse negócio…

Não tenho grandes reclamações sobre o governo do Aécio Neves, apesar dos choques com a imprensa. Hoje eu fui visitar a Grande Metrópole Administrativa que  a gestão estadual tá construindo no Serra Verde.

Pros leitores não-mineiros, explico-me: o maior investimento do governo do estado, considerada toda a sua gestão, desde a posse do primeiro mandato, é esta belezura aqui:

Secretarias

junto com esta:

Novo palácio

Novo palácio

Essa brincadeira toda é um projeto fenomenal do Oscar Niemeyer. Pra quem não entendeu esse último, é, a rigor, uma caixa de vidro PENDURADA POR CABOS DE AÇO, o que produz um guiness do maior vão livre de concreto da história da arquitetura até agora. Ou seja, você passeia lá embaixo, 147 metros de prédio pairando sobre você sem nenhuma pilastra. Essas fotos são simulações renderizadas por computador, tem mais aqui

Essa brincadeira toda é uma extravagância que cyustou à CODEMIG a cifra módica de NOVECENTOS E QUARENTA E SEIS MILHÕES de dinheiros. Tem noçaõ que é um complexo administrativo que custa quase um bilhão de reais? Há anos a Prefeitura de Belo Horizonte vem implorando dinheiro pra sequer esticar a única linha de metrô que essa cidade tem e a essa grana preta vai pra fazer um castelo dos tempos modernos.

O Governo tem todas as suas justificativas, e eu respeito todas elas. Pode ser que elas realmente justifiquem a obra, elas realmente vão colocar BH à frente do seu tempo em termos de administração e etc. Mas continua sendo muitíssimo dinheiro.

Apesar de tudo, e como eu sou uma pessa inteiramente contraditória e, como admirador das coisas bonitas, tenho três palavras: vai ficar foda =P. Abaixo, duas fotos de como tão as obras.

06082009639

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Desculpa, eu sei que eu fiz uma propaganda gigante, mas o blog é meu e foda-se. No jornal eu não posso ficar falando que achei bonito, apesar de ser uma gastança brutal. E concordo com o Deputado petista Adelmo Leão, quando ele diz que “Essa construção é uma prioridade governamental, mas não é uma prioridade da sociedade mineira.”

Detalhe quanto ao prédio flutuante: No dia da inauguração – ele é um dos primeiros que sai – o Niemeyer vai estar lá pra tirar o último parafuso dos pilares provisórios, que seguram o negócio enquanto não está pronto. Não posso deixar de pensar, como também sei que vocês não conseguem: imagina se cai um dia oO.

Mais vai ficar lindo. Parabéns =P

Pessoal, se vocês não gostam de política, podem parar agora. Eu vou falar do Sarney e do Senado. Mas eu sei que tem bastante gente que não gosta e até curte ler o blog, mesmo assim, por consideração a mim, sei lá. Mas eu espero respostas desse tópico, se vocês forem até o final.

É hora?

É hora?

Hoje eu fiquei bastante desapontado com tudo que aconteceu no Senado. Pra quem não sabe o que rolou, o Sarney, presidente da casa, fez um discurso em sua defesa e negou praticamente todas as denúncias que pairavam sobre ele. Pra mim foi um show de hipocrisia, mas eu não sei se esperava menos. Depois, os senadores foram pro Conselho de Ética, discutir as representações contra o senador, e o presidente arquivou de cara as três primeiras. Arquivar significa ler e dizer “não, não vamos discutir isso”. Rejeitar. E as três foram registradas pelo mesmo texto, escrito em três papéis diferentes, as mesmas justificativas. Enquanto escrevo esse post, os senadores arquivam também a quarta e quinta representações, são cinco.

Eu fiquei convencido de várias coisas. Cheguei muitas vezes à conclusão de que o Legislativo brasileiro não tem volta. Não tem, desculpem. Talvez realmente esteja chegando a hora da insurreição, e olha que sou eu falando isso, ein.

E isso me desiludiu muito quanto ao PT. Especialmente quanto ao Lula e a Dilma. Eu não sei se esperava sinceramente que eles cooperassem, mas eu queria ver isso acontecer. Quebrei a cara de novo, brasileiro que sou. Tudo isso faz os estereótipos terem razão. De que brasileiro só se f***, que esquece tudo. E não duvido, eles fazem muito sentido mais agora do que nunca pra mim. Enfim, os dois perderam muitos pontos comigo por serem cúmplices dessas falcatruas. Cúmplices pela omissão. Madame Roussef, eu estou seriamente repensando o meu voto, porque o seu partido me fez o favor de colcoar seus aliados acima de seus princípios e me envergonhar perante a TV. No fim das contas, cá estava eu gritando com a tela do computador. Ela não tem culpa do Congresso do meu país.

E pela primeira vez eu tive uma vontade séria de me engajar. Porque eu percebi que só quando as pessoas se envolverem de fato é que os bandidos vao deixar de ter a desculpa de que tudo são “conspirações da mídia”. Ainda não sei, eu sou um cara de cozinhar muito as idéias, até elas se desmancharem, às vezes. Mas eu acho que tá chegando a hora de sair do twitter. Ou de investir muito mais nele antes disso, pra valer a pena levar o carrro pra rua.

Será que é hora de comprar um megafone?

Esse post não tem um assunto só, então preparem-se, que deve ser grande.

Lulinha Sensação

Lulinha Sensação

Esses dias eu tive uma oportunidade muito legal que foi cobrir uma visita presidencial aqui em BH. Na verdade as coisas ficam parecendo muito grandes e pomposas falando desse jeito, mas de fato eu fiquei muito muito muitotempo esperando um Lula que não chegava, mas no final até que foi bastante legal.

O que eu percebi é que realmente a popularidade do Lula é uma coisa extraordinária. É importante ressaltar que eu fui cobrir coisas do lado dele que os críticos chamam de populista-assistencialista: inauguração de casas construídas com dinheiro do PAC na Vila São José e a formatura de um pessoal que participou de um programa de capacitação profissional para beneficiários do Bolsa Família, o que determina que as pessoas lá eram todas loucas por ele, afinal, aquelas políticas de fato mudaram a vida delas. Mas em geral eu percebi o quanto as pessoas abordam ele de uma maneira diferente dos outros políticos, mais afetuosa, abraço mesmo. Eu não conseguiria imaginar uma pessoa procurando abraçar o FHC da mesma maneira que buscam no Lula, por exemplo. Nem o Aécio. Nem a Dilma. Eu fiquei bastante impressionado com isso, foi uma coisa legal de ver ele ao vivo. Fui embora antes do discurso, infelizmente, queria ter visto como é de verdade.

E to ficando de saco cheio da cara do aécio. E me impressiona cada dia mais como eu acho que ele tá discursando igualzinho ao Lula, morro de rir disso, o jeitão e a voz, não o conteúdo. Eu tenho meu pé atrás com o Aécio, mas hoje ele fez um negócio que eu paguei pau. Não tem expressão melhor que essa. É claro e evidente que não foi idéia dele, mas vá lá, foi legal.

Palácio das artes. Abertura da Conferência Preparatória para a Convenção Mundial de Mudanças Climáticas, uma reunião de sociedade civil, não necessariamente de governos de todo o mundo. O Minc tava lá. Era uma oportunidade pra ele, pro Aécio e pro Márcio Lacerda dizerem o quanto o Brasil/Minas/BH estão na vanguarda do comprometimento com o meio ambiente.

Daí no meio do discurso do Minc, quando ele diz “e minas está bastante avançada nesse sentido,” um cara da platéia começa a gritar “É MENTIRA! É TUDO MENTIRA! MINAS ISSO AQUILO BLABLABLA” denúncia e reclamaçao e etc. A platéia VAIA, olha que horror, e o cara senta. O Minc continua como se nada tivesse acontecido.

Aécio sobe ao púlpito. Começa falando que ele é um lorde inglês que teve as melhores educações do mundo, que é lindo elegante e preza a democracia, como ele sempre fala. E diz que preza pelo pluralismo e pelo contraditório. E, num gesto que eu jamais eperei que ele fizessse, CONVIDA O CARA ESCANDALOSO PRA SUBIR NO PÚLPITO e falar no microfone. Sensacional. Politiquêro, mas sensacional. Era muito mais cômodo largar pra lá, mas não, ele resolveu deixar o cara jogar tudo no ventilador. Foi justo, bati palma, achei foda.

Enfim, depois o cara foi lá, falou como a mineração em minas tá destruindo vergonhosamente as serras do estado e denunciou um esquema lá que um secretário mandava cartas pro pessoal do IEF pra eles encobrirem umas falcatruas, vou procurar saber direito e explico depois, anotei algumas coisas mas agora tá escuro pra ler. É isso. Achei uma coisa muito diferente do que eu esperava do Aécio, até que ganhou ponto comigo.

Enfim, a ConferÊncia também chamou a atenção pelo conteúdo em si, mas escrevo sobre isso depois. Só deixo, por enquanto, um negócio que o Aécio falou e eu achei bonito, mas ele explicou que a frase não é dele. Disse que não herdamos esse planeta dos nossos antepassados, mas tomamos emprestado das gerações futuras. Bonito, né? Próximo post deve ser verde.

Sério, não sei se continuo surpreso com essa situação do Senado ou se me conformo. Os presidentes das nossas casas legislativas realmente não gostam de largar os osso. Eu me lembro… do Severino… a batalha que foi pra sair esse homem! Que foi aquilo.

Agora temos um novo amigo que está igualmente pregado à cadeira de couro da presidência: José Sarney, ainda que ele não tenha nada de novo, nem cronológica, nem historicamente. Por todas as maracutaias e segredos em que ele já esteve envolvido, não me surpreende que ele faça ouvidos de mercador ao chamado de toda uma opinião pública que clama pela sua saída. O que mais me choca é o presidente insistindo em defender e colocar panos quentes na tal crise institucional que começa. Puxa, Lula, quanta decepção! Entendo perfeitamente o argumento de que isso tudo é pra manter as boas relações com futuros aliados pra 2010, pra que Madame Roussef vá bastante calibrada pro pleito, mas sinceramente, ser cúmplice dessa sujeira toda só faz se sujar ainda mais! Fico profundamente desapontado quando vejo o Lula tentando explicar que o Sarney merece um tratamento diferenciado, que a biografia dele é importante, mas espera um segundo. Esse país tem uma História que é muito maisimportante que a desse político corrupto, não? Macular essa história ainda mais sendo conivente com a corrupção dele não é papel que se preste a um chefe de Estado decente.

[Pausa pra justificativa. Não é novidade pra ninguém que eu gosto da Dilma, deve até ter um post sobre ela nesse blog lá atrás. Eu não sou lulista, mas sou bastante simpático ao Presidente, então posso cobrar dele como partidário. Fim da pausa.]

E a senhora, Dilma Roussef, faça-me o favor de parar já de embarcar nessa palhaçada e mostrar que tem sua própria identidade política. Imagina só, se numa situação dessas ela levantasse e dissesse: “Eu não concordo com isso, Presidente, é hora de começarmos a trabalhar pra moralizar esse legislativo. Fora Sarney!”. Como eu sou ingênuo ¬¬

Enfim, Fora, Sarney! Eu apóio!

Fala Pedro, o Nogueira

Olá todos!

Estou de volta. Pelo menos vou tentar, vcs sabem que sou sincero com esse blog, apesar de irresponsável. Vou fazer um post com uma breve retrospectiva da minha vida, nos últimos dois meses.

Fiquei muito desanimado com meu curso, voltei a gostar, fiquei frustrado, voltei, fiquei. Isso resume bastante coisa, minha eterna relação de amor e ódio com o jornalismo. Às vezes as pessoas tem razão, acho. Às vezes não. Fato é que eu vou pegar esse diploma e fazer com ele a única certeza que eu tenho na vida agora. Não, não é fazer com ele um canudo e enfiar em lugar nenhum, é isso. Até passar. Se deus quiser.

Nese meio tempo também voltei a Brasília, para o #AMUNfail. A simulação em si teve um monte de problemas, mas eu não vou ficar discorrendo sobre eles aqui porque isso, a rigor, não é um blog de modelagem e simulação. Estamos preparando posts de convidados e dos editores no Modeleiro. Viajar pra Brasília é sempre bom, porque eu realmente gosto demais daquela cidade, impressionante. E simular no Instituto Rio Branco, conversar e acompanhar os modeleiros recém-diplomatas, passear pela esplanada, tudo me fez ter mais certeza sobre as minhas certezas. Isso me deixa seguro, mas ao mesmo tempo me dá muito medo do tamanho dos desafios.

Além disso, to bombando muito no twitter. É muito fácil e rápido. mas, atendendo a pedidos e protestos, vou me esforçar pra não abandonar o blog por causa dele =D. Eu sei que isso aqui também é importante, mas às vezes eu esqueço. Não tenham medo de puxar minha orelha e me lembrar disso.

E agora tenho TV a cabo whooooooaaaa \o/. Bem divertido, juro! Coisas legais pra assistir, CNN, BBC e GloboNews não mais na internet, desenho, séries. Só falta conseguir comprar meu notebook pra eu ser um capitalista pleno e potencialmente mais nerd. Aliás, acho que um dia desses até vale um post sobre como nerd está na moda. Nem vale, todo o universo já fez isso.

Chega. Salve todos, esperem um pouco mais de mim aqui no blog em breve. Até mais!

Fala Pedro, o Nogueira

Nosso amigo Panda fez mui excelentes considerações sobre o Twitter. Um belo dia, quando eu estiver razoavelmente mais inspirado, posso escrever aqui uma grande e bonita análise sobre o Twitter, mas hoje não é dia de fazer isso. Hoje é dia de comentar sobre a seguinte declaração deste ursinho tão fofinho:

“O Twitter é a nova modinha dos jornalistas: eu costumo dizer que jornalista é aquele filho da puta que “passa 4 anos fingindo estudar porra nenhuma para fazer crer que ele é especialista em todas as coisas”.

Bom, acho que eu tenho um mínimo de propriedade para falar sobre isso. Afinal, eu estou matriculado em um curso de Comunicação Social e conheço razoavelmente os prós e contras dessa graduação maluca que eu faço. Vamos lá:

1. Caríssimo. Jornalistas são lixo e eu jamais poderei negar isso. No entanto, economistas também são uns putos da mais baixa categoria, e nem por isso eu jamais desqualifiquei a formação acadêmica deles. Espero respeito recíproco.

2. A tal “Graduação em Comunicação Social: Habilitação em Jornalismo” foi criada por alguma razão. Queira vossa senhoria saber que os aspirantes a comunicadores estudam, sim. E coisas sérias pra quem quer levá-las a sério. Pra quem se dedica, pode se divertir com horas enfiado em Semiótica, análises teóricas do jornalismo e dos meios de comunicação as a whole, Teorias da Comunicação – sim, porque há uma coisa chamada Teoria da Comunicação. Afinal, pessoas se graduam, pós-graduam, doutoram e pós-doutoram em Comunicação. A Sorbonne e o Imperial College of London, por exemplo, tem cursos na área de Comunicação. Stuart Hall, Marshall McLuhan, Theodor Adorno são teóricos da comunicação, só pra ficar no segundo período, porque lá pra frente vão vir muitos outros. Dá pra picaretar? ÓBVIO. Mas vai dizer que no seu belíssimo curso não dá?

3. Não, o curso não forma só os jornalistas imbecis que fazem do Twitter pauta constante no Fantástico. Meu curso forma especialistas em Comunicação. Cabe lembrar que a sofisticação nessa parada nos diferencia muito, por exemplo, das urtigas ou dos caramujos. E eu, na minha humilde opinião e do alto da minha caixa de fósforos, fico MUITO feliz em ser diferente de bichinhos e plantinhas. Ademais, pra formar gente que não faça só essas maravilhas da contemporaneidade, é preciso formar bons jornalistas e bons comunicadores.

Ademais, mein Führer, e como Vossa Excelência já sabe, o fato de o senhor ter machucado profundamente o meu coração e meu orgulho acadêmico, V. E. sabe que isso não muda nada o amor e consideração eternas que sentimos um pelo outro. Depois dessa declaração ridícula de amor homoafetivo, encerro minha intervenção por aqui. Aguardem um post sobre o Twitter.